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CONCURSO PORTO WATER TANKS, 2008

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Tendo como base o silo de abastecimento de água, no bairro da Fonte da Moura, projectamos um Centro de Apoio ao Estudo com vista ao desenvolvimento, integração e acompanhamento dos seus residentes mais jovens na sua formação cultural e académica.
Todo o projecto nasce de uma necessidade de reestruturação e reformulação deste equipamento, desenquadrado com a evolução da cidade, da envolvente e da função que se encontra inactiva.

Propomos uma imagem contemporânea, mas não adulterando a sua estrutura. Adaptar sim, uma NOVA forma ao edifício baseada nas famosas cafeteiras Moka.
Esta cafeteira desenhada em 1933 pelo italiano Alfonso Bialleti apresenta similaridades formais e funcionais com o silo. Salta logo à vista a semelhança formal: cilíndrica e cinzenta. Mas é principalmente na divisão interior, por meio de patamares com funções específicas, ligados entre si, verticalmente, por um tubo (canal) de transporte de água que nos chamou mais à atenção. Ambos desempenham a função de reservatório.


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O programa sustenta espaços de lazer, de comunicação, de desenvolvimento pessoal e colectivo, nas áreas culturais e escolares, e na ocupação dos tempos livres (A.T.L.).
A partir de uma circunferência chegamos a um volume que será equipado para a função que desempenha. Estes volumes ocupam apenas 40% de cada piso. No rés-do-chão está a recepção e instalações sanitárias, no primeiro e segundo piso salas de leitura, e no terceiro restauração. A cantina tem vistas panorâmicas de toda a envolvente. É o local de relação com o exterior e está situado abaixo do depósito de água, ao qual mantivemos a sua função inicial, embora revitalizando-o, pois agora está coadunado com o fornecimento de água para as novas funções. De forma intimista e com o intuito de querer realçar o pé direito do interior, as salas de leitura são como varandas de contemplação.
O acesso vertical é feito pelas escadas já existentes, mantidas pela sua funcionalidade e historicidade, dando ao interior um contraste teatral com a nova estrutura leve e por um volume cilíndrico situado no exterior que alberga um elevador de acesso à cantina.

Com vista à nova função foi necessário rever questões de salubridade e de circulação, sendo agora possível o habitar e permanecer no interior com comodidade. Para tal foi desenhado uma pele que evolve o equipamento, contendo todos os pressupostos necessários para o isolar termicamente. Ao mesmo tempo transporta-nos para o ideal de conforto, de protegido que inter age com a comunidade envolvente tornando-o impessoal e acessível…aberto a todos. Uma folha branca simbolizando o princípio, a esperança, a infinidade de possibilidades, foi o elemento escolhido para revestir e dar a conhecer esta nova função.


Cliente
SMAS - Aguas do Porto
Arquitectura
Francisco Lencastre / Tiago Souto e Castro / Gil Sanches Brito


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